Coletes eletrônicos mudaram forma de lutar
Além da medalha de bronze, Natália Falavigna trouxe do Mundial de Taekwondo da Dinamarca uma constatação: o jeito de lutar será bem diferente daqui para frente, com o uso dos coletes eletrônicos. Além da adaptação ao peso e ao desconforto do equipamento, o atleta terá que ser também um estrategista.
É fundamental o trabalho do técnico e a estratégia. Coisas que não fazia antes, temos que fazer agora, como aplicar chutes no alto. Tem que ser estrategista, afirmou a lutadora, única dos 16 atletas da delegação brasileira a voltar com medalha. O colete muda todo o sistema do taekwondo, completou.
A pontuação também está diferente. Golpes como o chute no rosto passam a valer três pontos e podem tanto decidir uma luta, como na derrota para a espanhola, na semifinal, como colocar o atleta de volta na luta já que a diferença de pontos pode ser diminuída mais rápido também.
Natália treinou por menos de um mês com os novos coletes, enquanto suas rivias já estavam adaptadas ao aparelho. Foi pouco tempo de treinamento. E no Mundial houve um predomínio dos países que estavam com os coletes há mais tempo, reclamou.
A conquista da medalha de bronze deve manter Natália em segundo lugar no ranking mundial. Isso faz com que ela não cruze com adversárias mais fortes logo no início de torneios importantes. Agora, 25% dos atletas do ranking entram em chaves separadas e enfrentam os melhores rivais nas fases finais, comentou. (T.M.)





