Sem recursos até para pagar a inscrição no campeonato da Liga de Futebol, a solução encontrada foi iniciar um trabalho de coleta de lixo reciclável nos bairros próximos para revender aos ferro-velhos. A atividade reúne toda a criançada envolvida no projeto e é feita às segundas-feiras, após o treino da tarde. ''Não dá muito dinheiro, mas assim pelo menos eles mantêm o contato com a comunidade e aprendem a valorizar as coisas, que conseguimos sempre com dificuldade'', afirma o auxiliar-técnico da escolinha, Luiz Carlos Astum, 45 anos, que é porteiro de prédio, assim como coordenador Roberto Oliveira. Astum começou a colaborar com a escolinha há três anos, depois que seu filho também passou a integrar o projeto.
Ele diz com orgulho que prefere ocupar seu tempo livre ''ensinando a molecada'' do que trabalhar em um outro emprego, já que teria como fazer um ''bico'' à tarde, pois trabalha somente à noite. ''Dessa forma, pelo menos, estamos livrando eles da ociosidade e os levando para o bom caminho. É o melhor que podemos fazer por essa criançada para evitar que eles entrem no mundo do vício'', observa Astum. (J.K.)

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