Colégio conquista a América
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terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Alunos da Escola Estadual Professor Heber Soares Vargas foram campeões sul-americanos de futebol. O time de garotos com idade até 14 anos, representou o Brasil na competição realizada na Colômbia, que terminou no domingo. O título veio com uma vitória por 1 a 0 sobre os colombianos.
O time, campeão estadual, foi indicado pela Paraná Esporte para representar o Brasil no Sul-Americano. Ele é formado por atletas do Paraná Soccer Technical Center (PSTC) e treina nos campos do clube que revelou Dagoberto e Kléberson.
A equipe londrinense não teve trabalho para chegar ao título. Na estréia, goleou o Chile por 4 a 1. Depois, passou pela Argentina por 2 a 0, atropelou a Bolívia por 7 a 1, ganhou da Colômbia por 2 a 0 e bateu o Peru por 3 a 0.
O gol da vitória na decisão foi marcado pelo meia Fernando. ''Recebi de um companheiro um pouco depois do meio-campo e chutei. O goleiro deles era baixo, espalmou para dentro do gol e eu saí comemorando com a torcida. Tinha colombiano torcendo para a gente'', disse o meia de cabelo tipo moicano. ''Fiz igual ao do Fernando Torres (atacante espanhol)'', contou o sul-matogrossense de Paranhos, que fica na fronteira com o Paraguai.
Apenas dois atletas são londrinenses. Os outros vieram de vários cantos do Brasil, como o atacante Bruno, de poucas palavras, mas muitos gols. O tímido jogador foi o artilheiro da competição, balançando oito vezes as redes adversárias. Ele contou que o time foi bastante assediado na Colômbia. ''Demos até autógrafo'', disse.
Para o professor e técnico Jéferson Alvanhan, o título mostra que Londrina está bem servida nas categorias de base, apesar do momento crítico do futebol profissional. ''Demos um passo. Mostramos que o Paraná é organizado e pode representar o Brasil'', apontou.
Feliz com a conquista, o diretor da escola, Gilberto de Carvalho, espera ter sucesso em outras modalidades. Para isso, no entanto, precisa melhorar a estrutura da escola. A quadra de cimento está com muitos problemas. Segundo ele, o dinheiro para a reforma - cerca de R$ 25 mil - já foi aprovado no início do ano, mas até agora não foi liberado.
De acordo com Carvalho, o ideal seria a cobertura da quadra, que vem sendo pedida desde 1997. ''A gente tem vontade de desenvolver outros projetos, aproveitando a lei de incentivo fiscal que foi aprovada agora, mas preciso de pelo menos uma quadra coberta. Temos um grande projeto com tênis de mesa no sábado à tarde, mas está difícil de mantê-lo'', reclamou o diretor.


