Entre um clique e outro uma medalha. Assim tem sido a rotina do policial federal aposentado e fotógrafo Walter Ney. As mais novas medalhas da sua coleção - bronzes no salto em distância e salto triplo - foram conquistadas na 14 edição dos Jogos Mundiais dos Policiais e Bombeiros, realizado na semana passada, em Nova Iorque (EUA).
Com as conquistas em solo americano, a coleção de Ney, que foi para o seu terceiro mundial, já soma sete medalhas. Logo em sua primeira participação, em 2007, em Adelaide, na Austrália, ele ficou com ouro no salto em distância. Ano passado, em Daegu, Coreia do Sul, o atleta fez sua melhor participação, com dois ouros, no salto em distância e salto triplo, e duas pratas nos 100 e 200 metros livres.
Em 2011, o ouro não veio. Motivo para frustração? Não, muito pelo contrário. ''Foi uma alegria muito grande. Sofri uma lesão no abdome, perdi um mês de treino e quase fiquei fora. Foi uma vitória marcante pela determinação'', ressaltou o atleta master, que compete na categoria 50-54 anos e também competiu nos 100 metros livres, na qual ficou com a sexta colocação.
A 14 edição dos Jogos Mundiais dos Bombeiros e Policiais reuniu ao todo 17 mil atletas das duas corporações. Além do Brasil, cujo delegação tinha quase 100 atletas, outros 69 países estiveram representados. E, além dos aposentados, também participam policiais e bombeiros em plena atividade, o que eleva o nível de algumas modalidades. ''Na Espanha, por exemplo, para entrar para o Corpo de Bombeiros é preciso ser praticamente um atleta'', contou o policial federal aposentado.
Mas as medalhas conquistadas no Mundial de Nova Iorque não serão as únicas lembranças que o saltador terá para guardar. Na passagem do furacão Irene pela cidade, entrou em cena o fotógrafo Walter Ney, que ignorou os alertas de segurança para registrar os momentos vividos pelos nova-iorquinos durante a passagem do fenômeno pela cidade.
''Enquanto a cidade toda estava vazia, com as pessoas trancadas em casa, eu desci para a rua para fotografar'', relembra. ''Não tinha ninguém na rua, a cidade inteira parou. Só via as janelas fechadas, sacos de areia espalhados pela portas das casas e lojas. Foi uma experiência marcante'', relatou Ney, que, na tentativa de ajudar chegou a candidatar-se para trabalhar como voluntário. ''Mas não precisou, já que as partes mais atingidas foram os arredores da cidade e eu estava muito longe''.
Para participar de seu terceiro mundial, Walter Ney contou com o apoio da Arthrom, GMtex, Borrachas Guaporé e Londrina Sport.

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