São Paulo - Para fazer parte do programa dos Jogos, as modalidades olímpicas terão de ''andar na linha''. O recado pela moralização fica claro no relatório de avaliação dos 28 esportes já disputados e dos outros cinco postulantes a figurar nos eventos de Londres-2012. O calhamaço de 265 páginas de dados colhidos de 2000 a 2004 servirá de base para a escolha do novo programa, em votação hoje, em Cingapura, na Ásia.
A principal preocupação é com a imagem das modalidades. O objetivo é simples: não afugentar patrocinadores e os interesses da TV e da mídia, como deixa claro o próprio presidente do COI. ''Deixamos de usar velhos critérios. Agora estudamos todos os eventos com base na audiência da TV e no nível orçamentário'', afirma Jacques Rogge, que em 2002 sugeriu que beisebol, softbol e pentatlo moderno deixassem o evento em favor de golfe e rúgbi, porém teve a idéia rechaçada.
A Associação das Federações Olímpicas Internacionais não quer alterar o programa dos Jogos. E teme que esportes pequenos sumam do mapa com eventual eliminação do esquema. ''Hoje há um excelente balanço, que proporciona um grande sucesso financeiro, social e de mídia dos Jogos'', afirmou Denis Oswald, presidente da associação.
A idéia é manter 28 atrações, 301 eventos e 10.500 atletas.

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