COI está disposto a mudar percurso da tocha olímpica
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terça-feira, 08 de abril de 2008
Gazeta Press 
Pequim - Vendo um grande número de protestos marcar a passagem da tocha olímpica ao redor do mundo, o Comitê Olímpico Internacional (COI) admitiu que o percurso da chama para as próximas Olimpíadas pode sofrer ''reajustes''. O COI garantiu, entretanto, o cumprimento do trajeto preparado para Pequim-2008.
''A tocha deve seguir seu curso. Poderia haver alguns reajustes no percurso, porém atualmente seria um erro fazer algo mais que levar a chama a seu destino final'', explicou o australiano Kevan Gosper, vice-presidente da Comissão de Coordenação da entidade para os Jogos Olímpicos de Pequim.
Desse modo, Gosper advertiu que, no futuro, é possível que o percurso do objeto se limite ao país organizador, no intuito de evitar novas confusões. Ele também fez questão de garantir que o comitê organizador do evento chinês (Bocog) não pode ser considerado culpado.
Os protestos presenciados durante o revezamento da tocha olímpica têm relação direta com a repressão do governo chinês aos manifestantes pró-independência no Tibete.
Em Londres e Paris, onde a passagem do símbolo dos Jogos foi mais comprometida, ativistas tibetanos propuseram boicote à cerimônia de abertura dos Jogos e consideraram ''vergonhosas'' as atitudes da China. Na cidade francesa ocorreu o ponto alto das manifestações, com a chama sendo apagada pelas autoridades locais para ser levada a um ônibus da segurança.


