São Paulo - Dois dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI) escaparam de uma punição mais severa pela entidade que organiza as Olimpíadas por estarem envolvidos em casos de corrupção com a ISL.
O senegalês Lamine Diack, presidente da Federação Internacional de Atletismo, levou uma advertência, enquanto que o camaronês Issa Hayatou, presidente da Confederação Africana de Futebol, sofreu uma reprimenda.
Nas palavras do presidente do COI, Jacques Rogge, ''advertência não é uma punição, enquanto que a reprimenda é uma punição''. Na prática, porém, Diack e Hayatou continuarão como membros do COI.
Ambos dirigentes estavam sendo acusados de corrupção no mesmo caso do brasileiro João Havelange, que renunciou ao cargo do COI depois de 48 anos na entidade para escapar de uma expulsão.
Rogge se recusou a comentar sobre Havelange. ''Agora ele é uma pessoa privada'', disse.
Havelange, 95, comandou a Fifa entre 1974 e 98. Ele estava sendo investigado no COI por causa de supostas irregularidades nas suas relações com a empresa ISL, que já foi a agência de marketing da Fifa. O dirigente brasileiro entregou a carta de renúncia a Rogge no momento em que o comitê executivo da entidade preparava uma reunião para discutir as conclusões do comitê de ética a respeito de três integrantes, inclusive Havelange.
A ISL faliu em 2001, deixando dívidas de cerca de US$ 300 milhões. O programa Panorama, da emissora britânica BBC, afirmou em 2010 que Havelange havia recebido dinheiro da ISL em troca da concessão de lucrativos contratos relacionados às Copas do Mundo.

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