Lausana - O Comitê Olímpico Internacional (COI) optou por transferir a responsabilidade para as federações internacionais em relação aos atletas da Rússia, ameaçados de uma exclusão coletiva após as acusações de "sistema de doping de Estado", apresentadas pelo relatório da Agência Mundial Antidoping (Wada, em inglês).
Depois da reunião em caráter de urgência, ontem, o COI optou por adiar a decisão sobre o veto à Rússia, afirmando apenas que a entidade estudaria "todas as opções legais" entre uma exclusão coletiva "e o direito à justiça individual dos esportistas russos".
Para colocar em prática a eventual exclusão, o COI repassou a responsabilidade às diversas federações esportivas, como já havia feito com Federação Internacional de Atletismo (Iaaf em inglês) que suspendeu o atletismo russo em junho.
Em comunicado, o COI explicou que irá "levar em consideração" a opinião do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), que deve divulgar até amanhã seu parecer em relação à apelação de 68 atletas russos, que contestam a suspensão coletiva imposta no atletismo. Para os outros esportes, caberá então às federações internacionais "conduzir uma investigação mais profunda".
"A admissão de cada atleta russo deverá ser decidida por sua federação internacional, baseada na análise individual dos exames antidoping aos quais foi submetido a nível internacional", explicou o COI.

VETADO
Os atletas russos ainda nutrem uma pequena esperança de poder participar dos Jogos do Rio-2016, diferente do ministro Vitaly Mutko. As únicas pessoas vetadas oficialmente de comparecer aos Jogos são os membros do ministério russo dos Esportes, que não receberão credenciais.
Com isso, Mutko, que também exerce o cargo de presidente da federação russa de futebol e chefia o Comitê Organizador da Copa do Mundo-2018, e seu assistente Iuri Nagornykh, citado no relatório da Wada, são cartas fora do baralho.

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