Codó volta com a medalha no peito
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 31 de julho de 2007
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
O velocista José Carlos Gomes Moreira, o Codó, 23 anos, da equipe FEL/Sercomtel/Caixa/Consórcio União, retornou dos Jogos Pan-Americanos do Rio e exibiu ontem, na pista de atletismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a medalha de ouro que conquistou com a equipe brasileira no revezamento 4x100m.
Codó correu a semifinal e fechou o revezamento, classificando o Brasil para a final, com o tempo de 38s83. O mais experiente do grupo, o medalhista olímpico em Sydney-2000 Vicente Lenílson, abriu o revezamento, passando o bastão para Rafael Ribeiro e este para Basílio de Moraes. Coube a Codó completar o trabalho.
Com a boa performance na semi, o atleta maranhense, radicado em Londrina, estava com esperança de ser relacionado para a final. Mas não foi. Em seu lugar retornou o amazonanense Sandro Viana, que já era cotado como titular por ter sido o campeão dos 100m e dos 200m no Troféu Brasil de 2007, em junho. A equipe brasileira foi então para a pista e ganhou o ouro com tempo de 38s81.
''É claro que eu queria ter corrido a final, mas tenho que respeitar a decisão do treinador (Jayme Netto, técnico da equipe de Presidente Prudente-SP). Além disso, o Sandro teve o seu lugar porque foi muito bem no Troféu Brasil'', minimizou Codó. Já o seu técnico, Gilberto Miranda, saiu em defesa do atleta: ''No fundo, o Codó merecia e deveria ter corrido a final, pois classificou a equipe e tinha o segundo melhor tempo do ano (marcou 10s16 em Cochabamaba, na Bolívia, em maio), mas a gente não sabe o que aconteceu'', lamentou o treinador.
O velocista de Londrina confessou, porém, que a sua frustração foi outra: o fato de não ter corrido os 100m no Pan, depois da desistência de Sandro Viana, que obteve a segunda vaga do Brasil - a primeira já era de Vicente Lenílson, dono da melhor marca do ano. Sem Viana, a comissão técnica decidiu escalar Rafael Ribeiro, 22 anos, atleta da equipe de Presidente Prudente. ''Foi outra decisão dos técnicos. Não sabemos o porquê. Para nós, como treinadores, foi uma grande realização, com uma ponta de frustração, porque a visibilidade para a equipe e o atleta não foi tão grande como havíamos projetado'', reclamou Miranda.
Ao final de tudo, o corredor garantiu que atingiu os seus objetivos do ano, que eram de ir a ao Pan e ao Mundial de Osaka (Japão) - ele viaja no próximo dia 18 e competirá nos 100m e no revezamento. ''Ainda não fui para Codó (MA) ver a família. Quando voltar do Japão vou direto pra lá passar um mês de férias. E lá, se for correr, só se for atrás de uma bola'', contou José Carlos, que é fã de uma boa pelada.


