O velocista José Carlos Gomes Moreira, o Codó, 23 anos, da equipe de atletismo de Londrina, está conseguindo se manter como o segundo melhor brasileiro na prova mais rápida do atletismo, os 100m rasos. Nas últimas duas competições que disputou, ele só foi superado em sua marca por Vicente Lenílson, 29 anos, que se sagrou campeão sul-americano no último final de semana, no Estádio do Ibirapuera, em São Paulo.
Se nenhum concorrente tomar a posição de Codó no Troféu Brasil de 2007, que será disputado entre os dias 20 e 24 deste mês, também em São Paulo, o maranhense radicado em Londrina há quatro anos estará garantido nos 100m nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em julho.
''No revezamento 4x100m eu já estou praticamente dentro, porque irão os seis melhores do País e eu venho ficando sempre entre os dois ou três primeiros'', lembrou José Carlos. Mas o velocista também tem chances de correr os 100m no Pan. Para isso, basta vencer o Troféu Brasil, como já fez no ano passado, ou ficar em 2º lugar e torcer para que o vencedor seja Vicente Lenílson.
''Como o Lenílson já garantiu a primeira vaga nos 100m devido ao tempo recorde que estabeleceu este ano (10s14), em La Paz (Bolívia), a minha chance é entrar como o segundo melhor do ranking ou ganhar de novo o Troféu'', explicou Codó.
Enquanto Lenílson quebrou o recorde sul-americano do ano, com os 10s14 anotados no GP Sul-Americano de La Paz, no último dia 31, o atleta de Londrina conseguiu quebrar o seu recorde pessoal e marcou o segundo tempo do continente apenas dois dias depois, no Grand Prix de Cochabamba, também na Bolívia, quando fez 10s16 e faturou a medalha de ouro.
No retorno ao Brasil, os dois se reencontraram na semana passada, no Sul-Americano de Atletismo, na capital paulista. Lá o favorito Lenílson se manteve com o melhor e ganhou com o tempo de 10s36. Em 2º ficou o equatoriano Franklin Nazareno (10s37), em 3º o colombiano Alvaro Gómez (10s66) e somente em 4º apareceu José Carlos Moreira, com 10s67.
''Apesar de não ter pego pódio desta vez, fiquei feliz, porque só entramos nós dois de brasileiros na final. Fui o segundo melhor do País e isso que corri com febre, porque estava com gripe. Isso baixou o meu rendimento e explica o tempo rui que fiz'', justificou Codó.
Outra atleta da região que briga para ir ao Pan é Elizete Marques da Silva, 36 anos, de Cambé, que ficou em 2º lugar no heptatlo (sete provas) no Sul-Americano, no domingo. Assim como na Copa Brasil de Provas Combinadas, disputada em maio, Elizete voltou a ser superada pela sua atual rival no País, Lucimara Silvestre da Silva, que é 15 anos mais nova que ela.
Lucimara terminou com 5.803 pontos, contra 5.727 de Elizete e 4.856 da argentina Daniela Crespo (3 colocada). A atleta de Cambé também aposta suas fichas no Troféu Brasil. Se vencer, irá ao Pan, independente de sua posição no ranking.

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