COBRANCA SEM SENTIDO
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
FABRICIO CREPALDI E THIAGO FERRI<br>[email protected] 
Menos de um dia depois da conquista do acesso à Primeira Divisão, diretoria e time foram cobrados em pichações nos muros do Palestra Itália. As ofensas foram mais direcionadas a Paulo Nobre, mas Valdivia também foi citado. O presidente do clube foi chamado de "safado", "otário" e questionado sobre onde estava o projeto de 2014, ano do centenário.
chileno, por sua vez, foi chamado de chinelinho. Ao time, o aviso era de que a Série B não foi mais do que
obrigação, grito já entoado no fim da partida de sábado, contra o São Caetano, puxado por membros da torcida organizada alviverde.
A relação entre Mancha e o clube é ruim desde que houve o ataque à delegação palmeirense na Argentina (veja ao lado). À época, Nobre cortou relações com as organizadas. Desde então, ele e o Mago - principais alvos das pichações - são perseguidos também por esta torcida.
Entre os jogadores, chamados de medíocres nas pichações, a reação pelas cobranças depois do jogo que deu o acesso não foram entendidas. No vestiários, alguns mostraram irritação e o técnico Gilson Kleina precisou intervir para acalmá-los.
- Todos nós queríamos a vitória, mas aí vaiar é até um certo exagero, até porque não se pode resumir a nossa campanha em um jogo só. São 32 jogos e tivemos uma superioridade até incontestável em termos de pontuação - disse Fernando Prass.
Kleina já dizia que obter o acesso com o Palmeiras faria ele tirar "um Palestra Itália" de suas costas. O feito, porém, não satisfez parte da torcida . A qual Nobre classificou como a "esmagadora minoria" no sábado.
- Com relação à uniformizada, eu prefiro não segregar. São esmagadora minoria da torcida, que é gigantesca. O palmeirense está satisfeito (com o acesso). Eles têm todo o direito de achar o que quiserem. O que não têm direito é de praticar agressão. A crítica tem que ser respeitada, da mesma maneira que tem que ser respeitada a opinião da maioria dos palmeirenses - avisou o dirigente.
Subir sempre foi visto como um marco importante para o início do centenário. Mesmo de volta à Série A com seis jogos de antecedência, e líder isolado na Série B, parte da torcida cobrou como quando o time lutava para não cair em 2012. Fez certo?





