COBRANÇA - FIM DA LUA DE MEL
PUBLICAÇÃO
domingo, 04 de agosto de 2013
Fábio Galão<br>[email protected] 
Durante a semana, o Londrina pediu o apoio da torcida, desconfiada com as duas derrotas fora de casa. Se a resposta não foi uma invasão ao Café, ao menos a média de público não despencou em relação aos outros jogos como mandante na Série D foram 4.067 pagantes ontem, quantia parecida com as registradas contra Metropolitano (4.059) e Lajeadense (5.019).
Mas nada parecido com a comunhão entre torcida e time que abrilhantou a campanha do LEC no último Campeonato Paranaense. Ontem, com 20 minutos, a galera já vaiava, insatisfeita com o domínio do time paulista. Celsinho era o mais visado: a cada passe, lançamento ou drible errado do camisa 10, a chiadeira aumentava. O time inteiro foi vaiado na saída para o intervalo.
No segundo tempo, com o Londrina produzindo mais, as reclamações diminuíram, mas a falta de paciência da torcida era nítida. Com o apito final, mais vaias.
O sentimento era de que o elo com a torcida, resgatado no primeiro semestre, está se fragilizando de novo. "Foi muito ruim. O time não tinha articulação, meio de campo. O Londrina sentiu muito as saídas do Bruno e do Neílson. E eu não sei o que o Celsinho está fazendo aí", reclamou o empresário Plácido Carmagnani. "Acho que o time ainda pode subir (para a Série C), mas o (Claudio) Tencati precisa rever os conceitos dele."
O segurança Jodeir dos Santos não mostrava o mesmo otimismo. "Esse time não tem comparação com o do Paranaense", criticou.
Ao ser perguntado sobre a insatisfação do torcedor alviceleste, Tencati ressaltou as conquistas no seu período à frente do Londrina e a dificuldade da Série D. "Nós pegamos um projeto, e nesse trabalho de dois anos nós já temos um título da Segunda Divisão e do interior (do Campeonato Paranaense), fizemos uma campanha como o Londrina não fazia há tempos (terceiro lugar no último Estadual). Temos que ter otimismo. Para subir, nós temos que disputar a Série D. O Londrina tem que disputar (alguma divisão do Brasileiro) todo ano. Nós queremos subir este ano, mas outros querem também. São times fortes, de tradição", afirmou o técnico.


