COB vai construir museu olímpico no Rio
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quinta-feira, 01 de julho de 1999
Por Rodrigo Mattos 
Rio, 02 (AE) - O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) vai construir um museu olímpico no Rio com objetivo de preservar a história olímpica do Brasil.
Inspirado no Museu Olímpico de Lausanne, na Suíca, o museu brasileiro terá espaços interativos e objetos utilizados por atletas brasileiros nas Olímpíadas. Segundo o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, a intenção do projeto é unir "cultura e esporte". O museu deverá estar em funcionamento dentro de dois anos.
Em cerimônia realizada hoje, no Palácio da Cidade, Botafogo, zona sul, o prefeito Luís Paulo Conde cedeu um terreno de 6498 metros quadrados no Jardim de Alah, Leblon, zona sul, para a construção do museu. "Estávamos precisando de um solução para aquele espaço", explicou Conde. O projeto arquitetônico do museu é de autoria de Paulo Casé e não prevê a derrubada de nenhuma árvore do parque local.
Nuzman destacou que, depois da apresentação do projeto, o COB poderá procurar recursos junto à iniciativa privada. "O primeiro passo era ter um espaço, agora vamos viabilizar verbas para a contrução", declarou. A coordenadora do projeto, Cristiane Abeid, disse que tentará conseguir recursos através de incentivos fiscais proporcionados pela Lei Rounet.
"Com o projeto pronto, podemos começar a verificar quais serão os custos da sua realização", explicou. O arquiteto Paluo Casé afirmou que visitou o Museu de Lausanne para idealizar o projeto. "Procurei pensar em algo que não interferisse na beleza da paisagem do Jardim de Alah."
Para o ex-presidente da FIFA, João Havelange, que participou da cerimônia, o museu tinha que ser construído no Rio por causa da "vocação desportiva da cidade". Ele concordou com Nuzman e garantiu que a união entre cultura e esportes "renderá frutos". Medalha de ouro no vôlei de praia nas Olímpiadas de Atlanta, a jogadora Sandra também gostou da idéia. "Será muito legal ver uma camisa minha exposta no museu", vibrou.
A jogadora lembrou que o Brasil é um país que tem pouca memória no esporte e, segundo ela, esse projeto pode mudar isso. "As pessoa poderão ver o que foi feito no passado e entender a importância de cada um na história olímpica." De acordo com ela
os atletas finalmente serão recompensados pelo seu esforço.


