Agência Estado
Do Rio
Com o anúncio do contrato de patrocínio com a empresa telefônica Intelig – que vai render R$ 1,5 milhão –, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) conta com R$ 15,35 milhões para financiar a campanha brasileira para ir a Olimpíada de Sidney. Embora não haja uma estimativa do montante necessário, o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, disse que o valor não é suficiente para custear todas as despesas.
Por isso, o Comitê espera a liberação de uma verba de R$ 11 milhões por parte do governo federal. ‘‘Esse dinheiro é fundamental para fechar o orçamento do ano olímpico’’, afirmou Nuzman. ‘‘Devemos ter uma resposta sobre a verba em março, quando também teremos uma projeção do total necessário.’ Além do dinheiro governamental, Nuzman vai continuar a vender cotas de patrocínio. ‘‘Não temos limite de patrocinadores’’, contou.
Até agora, o Comitê conta com três patrocinadores principais – Banco Real, Petrobras e Intelig – e dois menores – Sansung e Roche. O COB também estabeleceu parcerias com empresas para fornecimento de material esportivo, serviço odontológico e suporte técnico para a internet.
O lucro de dois sorteios da loteria federal, que devem render R$ 250 mil, será destinado ao COB, como prevê a Constituição Federal. A principal fonte de renda é o título de capitalização Poupa Ganha, desenvolvido pelo Comitê. Criado em novembro do ano passado, o Poupa Ganha deve render R$ 10 milhões até o fim de 2000.
Com os recursos disponíveis, o COB tem financiado a preparação de alguns esportes, entre eles o judô. ‘‘Não estamos priorizando nenhum esporte’’ No momento, o Brasil tem atletas classificados em 19 modalidades, das 28 que vão ser disputadas.