COB não renova contrato com Golden Cross
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quarta-feira, 04 de fevereiro de 2009
Agência Estado 
São Paulo - Desde 1º de janeiro, pelo menos 900 atletas e técnicos que servem às seleções olímpicas brasileiras não possuem convênio médico. O contrato de patrocínio que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) mantinha com a Golden Cross expirou no último dia de 2008 e não foi renovado.
O presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, disse à Agência Estado não ter previsão para voltar a oferecer este benefício aos atletas. "Estamos correndo atrás". O dirigente encarou com naturalidade o fim da parceria com a Golden Cross. "Acontece. É uma dinâmica natural. Acabou o ciclo de programação e a empresa decidiu mudar". Nuzman não crê em prejuízo para as pessoas que estão sem plano de saúde. "Elas nunca tiveram (esse benefício, antes de 2005)".
O velocista Vicente Lenílson, que participou de três Olimpíadas, afirmou que utilizava a assistência médica normalmente. "Já fiz vários exames e não só para competições". Lenílson disse que não soube do fim do convênio, embora a Confederação Brasileira de Atletismo tenha distribuído às federações, em 10 de dezembro, a nota oficial nº 112/2008, informando que o convênio com a Golden Cross terminaria no fim do ano.
Em nota oficial, o COB afirmou que ao oferecer este benefício aos atletas estava "desonerando os clubes de possíveis despesas relativas à assistência médica, inclusive cirurgias". A entidade também garantiu que as seleções brasileiras não ficarão sem cobertura em viagens e competições. A Golden Cross também recorreu a nota oficial para esclarecer que não renovou o contrato por mudanças na estratégia de marketing. Pelo mesmo motivo, não manteve o patrocínio do ginasta Diego Hypolito.


