Rio de Janeiro - O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e as confederações a ele filiadas divulgaram ontem um projeto de ações para os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio, e a Olimpíada de 2008, em Pequim. O trabalho é para arrecadar o maior número de medalhas possíveis nas duas competições, além de tornar o País a terceira esportiva força do continente americano atrás de Estados Unidos e Cuba.
Mas, para o sucesso do plano de trabalho, o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, em nome das confederações, avisou que o governo Federal precisa ajudar financeiramente do projeto isso sem contar os recursos já previstos da Lei Piva.
Apesar de o presidente do COB não se referir ao assunto, um das esperanças da comunidade esportiva olímpica é a aprovação de uma Lei de Incentivo Fiscal para o setor.
O secretário Nacional de Alto Rendimento, André Arantes, esteve na cerimônia de ontem e afirmou que o governo Federal já se comprometeu a investir mais recursos nos esportes olímpicos. Não falou em cifras, mas informou que uma inédita parceria está em vigor.
''Temos tecnologia de ponta que não é utilizada no País. Vamos fazer um trabalho integrando as confederações olímpicas com a Cenesp (Centro de Excelência Esportiva)'', disse Arantes.
A entidade citada pelo secretário desenvolve projetos tecnológicos avançados na área esportiva aplicando-os em escolas, clubes e comunidades. Reúne um total de nove universidades nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. ''Poderemos elaborar avaliações e estudos para o desenvolvimento do atleta.''
Construções de centros de treinamentos, contratação de técnicos estrangeiros, além de melhorias de infra-estrutura e treinamento são algumas das principais ações de trabalho previstas no projeto elaborado pelo COB.

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