COB aprova campanha brasileira
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Agência Estado 
Guadalajara - O Brasil foi o anfitrião dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e será sede da Olimpíada de 2016, ambos no Rio. Tal perspectiva poderia fazer com que se esperasse algum tipo de evolução do esporte brasileiro, mas não foi o que se viu no Pan de Guadalajara, encerrado neste domingo. Após duas semanas de competições, a performance nacional pode ser considerado satisfatório, uma vez que 53% dos 515 atletas que defenderam o País voltaram com medalhas no peito, mas os números mostram que a dependência para o desempenho da natação, do judô, da vela e do atletismo, que vêm sendo o carro chefe do esporte olímpico nacional nas últimas décadas, continua.
O fenômeno fica evidente no discurso do superintendente de esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius Freire, que adiantou quais serão os objetivos do Brasil nos Jogos de Londres. Ao contrário do que aconteceu com a delegação da Grã-Bretanha na Olimpíada de Pequim, em 2008, não há perspectiva de evolução no desempenho do Brasil para a competição na Inglaterra, no ano que vem. ''Acredito que ficaremos mais ou menos no mesmo patamar da China, com 15 medalhas'', revelou o dirigente.
A maioria dos astros brasileiros do Pan correspondeu às expectativas. É o caso de Thiago Pereira, o novo recordista do Brasil em títulos na competição continental (agora são 12 de ouro, superando o mesa-tenista Hugo Hoyama, que tem 11). No entanto, não é novidade que, em Londres, será difícil para o nadador ter um desempenho capaz de fazer frente aos norte-americanos Michael Phelps e Ryan Lochte, que competem nas mesmas provas.
O panorama, no entanto, é animador para os nadadores Felipe França e Cesar Cielo, que, em condições normais, serão sérios candidatos à medalha na Olimpíada do ano que vem. O mesmo pode ser dito de Maurren Maggi, do salto em distância, e do vôlei feminino. Outros pontos positivos foram a seleção feminina de handebol, que foi tricampeã do Pan, e a de vôlei masculino - esta última, mesmo sem os principais astros, ganhou ouro.
A entidade divulgou também o orçamento da equipe brasileira no Pan: ''em torno de R$ 8,5 milhões''. E avaliou que o desempenho do Brasil em Guadalajara foi considerado positivo - conquistou 26% das vagas olímpicas em jogo - e, apesar de ter ressaltado não pensar em uma disputa direta com Cuba, se compararam ao país caribenho, uma potência esportiva na competição continental, que conseguiu suas medalhas em 23 esportes enquanto o Brasil conquistou em 35.


