Rio - O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) surpreendeu ontem ao anunciar, sem um processo seletivo, a cidade do Rio de Janeiro como a candidata do País à disputa pelo direito de ser a sede da Olimpíada de 2016. Para embasar a escolha, a entidade contratou uma empresa de consultoria, a Event Knowledge Services (EKS), que elaborou um estudo e apontou a capital fluminense como a única no Brasil capaz de ter chances no pleito.
Para justificar a escolha, realizada por aclamação durante a Assembléia Geral do COB, ontem pela manhã, o presidente da entidade Carlos Arthur Nuzman explicou que os Jogos Pan-Americanos Rio-2007 e as candidaturas anteriores da cidade à Olimpíada de 2004 e 2012 fizeram a diferença. O dirigente ainda destacou que o fracasso da empreitada anterior não vai influenciar nesta campanha.
''A forma de escolher as cidades representantes mudou no mundo inteiro. É necessário ter capacidade de realizar eventos esportivos e só o Rio tem'', disse Nuzman, que ainda explicou não saber o valor de quanto custará os serviços de consultoria da EKS. Em seguida, mandou um recado para políticos que queiram se aproveitar da decisão imposta pela Assembléia do COB. ''Quem quer pensar em ser sede tem que ver as exigências feitas. Temos que ter a noção exata do nosso tamanho.''
O Comitê Olímpico Internacional (COI) ainda não divulgou as datas do processo seletivo aos Jogos de 2016, mas com a escolha do Rio a postulação brasileira vai ser apresentada até o final do primeiro semestre. Em seguida, será preenchido um questionário e no final de 2008 a entidade internacional fará o primeiro corte nos países interessados. Até o momento, o Rio já tem como concorrentes: Tóquio e Paris. Os Estados Unidos estão escolhendo entre San Francisco, Los Angeles e Chicago.

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