SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O COB (Comitê Olímpico do Brasil) vai garantir que as equipes nacionais de vôlei estejam presentes no Pan-Americano em Santiago e nos torneios pré-olímpicos que serão realizados neste ano.

As participações corriam risco por causa da punição imposta pelo Conselho de Ética do Comitê à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) no caso Wallace.

Apoiado em liminar do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) da modalidade e na CBMA (Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem), o jogador atuou pelo Sada Cruzeiro na final da Superliga masculina, realizada no último dia 30. Ele estava suspenso por três meses pelo Conselho de Ética.

Como resposta, o órgão do COB aumentou a pena de Wallace para cinco anos. Determinou também que a CBV seja desligada do sistema do comitê por seis meses. Isso a impede de receber repasses financeiros, inclusive das loterias.

O comitê decidiu enviar ofício ao governo federal e ao Banco do Brasil, que patrocina as seleções da modalidade, para que seja cancelado "todo relacionamento patrimonial ou não patrimonial que as entidades privadas possuam com a CBV e que tenha por pressuposto a participação da entidade no sistema olímpico".

O conselho suspendeu por um ano Radamés Latari, presidente da CBV, e enviou ofício ao COI (Comitê Olímpico Internacional), informando as decisões tomadas.

Para garantir a continuidade das seleções, o COB vai administrar os recursos da loteria que seriam destinados à confederação de vôlei. O valor será usado para financiar viagens de equipes brasileiras da modalidade para diferentes competições.

No final de janeiro, Wallace publicou foto em sua conta de Instagram. Estava em clube de tiro, com uma arma na mão e abriu a caixa de perguntas do aplicativo para responder perguntas dos seus seguidores. Um deles questionou se usaria aquele revólver para dar um tiro no presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Wallace respondeu com a abertura de enquete questionando quem faria aquilo.

A punição ao jogador da seleção brasileira se tornou uma polêmica entre o Conselho de Ética do COB e o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) do vôlei.

O tribunal arquivou a denúncia contra o oposto por não ver relação entre o esporte e sua publicação no Instagram. O órgão do comitê o suspendeu de qualquer atividade esportiva olímpica no país por três meses.

O atleta e o Sada Cruzeiro obtiveram uma liminar no STJD da modalidade, interrompendo a punição até o julgamento do mérito do recurso apresentado. Isso o liberaria para entrar em quadra nas fases finais da Superliga. Mas o Conselho de Ética avisou que a punição continuava valendo.

Cruzeiro e Wallace foram à CBMA para mediar a situação do oposto. O Conselho do COB enviou ofício afirmando não reconhecer a autoridade da câmara sobre o assunto.