Brasília, 03 (AE) - Os clubes desportivos terão mais um ano, até março de 2001, para se transformarem em empresas. A Câmara aprovou hoje, em votação simbólica, projeto prorrogando em um ano o prazo que a lei Pelé havia determinado para a conversão obrigatória. Para o vice-presidente do Vasco, deputado Eurico Miranda (PPB-RJ), os clubes de futebol passam a ganhar tempo para tentar alterar a lei para que a transformação seja apenas opcional. "Com o prazo de mais um ano, vamos ganhar tempo para tentar rediscutir a Lei Pelé e acabar com a obrigatoriedade, que muitos clubes rejeitam", disse ele. "O Vasco, por exemplo, não tem o interesse de virar uma empresa e pensei em ingressar na justiça contra a obrigatoriedade", afirmou. Para os pequenos clubes de futebol, segundo Miranda, a transformação em empresa é impossível pela falta de estrutura. Segundo Miranda, o projeto nasceu de uma reivindicação de clubes da região Sul, que estiveram reunidos com a bancada gaúcha no Congresso. Em sua justificativa, o autor da proposta, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB_RS), lembra que "o futebol é feito de paixão" e que "paixão não pode ser objeto de comércio e, interesses empresariais, são diferentes de interesses clubísticos". A prorrogação, continua o deputado, dará tempo para "meditar sobre os problemas da lei". Caso não seja possível modificar a lei, argumenta Mendes Filho, pelo menos os clubes terão mais tempo para buscarem soluções. Além disso, o autor da proposta alega que a prorrogação faz com que o fim do prazo para a conversão dos clubes em empresas coincida com a extinção do vínculo do passe.

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