Clubes se envolvem com suborno e falsificação
Em maio deste ano, foi a vez do Coritiba se envolver em mais um rumoroso caso de suborno. Antes de enfrentar o Iraty, pelo quadrangular final do Campeonato Paranaense, o então vice-presidente do Coritiba, José Carlos Vialle, foi acusado pelo presidente do clube adversário, Sérgio Malucelli, de oferecer R$ 15 mil ao goleiro Roberto França para facilitar a vitória do Coxa. Como a armação foi revelada pelo próprio goleiro, Roberto acabou não sendo escalado nem para o banco de reservas.
Na semana retrasada, o Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paranaense de Futebol, que já havia julgado e condenado Vialle, Nedo Xavier e o preparador de goleiros do Iraty, Adilson Cocconi, decidiu rever as penas impostas. E aumentou a suspensão de Vialle de 180 para 365 dias. Adilson Cocconi, que anteriormente havia sido excluído do futebol, também foi suspenso por um ano. Waldonedo Xavier continuou suspenso por 180 dias.
No mês passado, estourou o Caso Renato, cujo pivô é o volante Cleonício dos Santos Silva, do Atlético, que falsificou documentos para se fazer passar por Renato Albuquerque de Lima. A farsa deve extrapolar a esfera da Justiça Desportiva e acabar na Justiça Comum, por tratar-se de crime previsto no Código Penal (falsificação ou adulteração de documento público), sujeito a pena de reclusão (2 a 6 anos) e multa. No início de julho, Renato, dizendo-se arrependido enviou uma carta ao presidente da FPF, declarando-se culpado.
O capítulo recente da rivalidade entre Atlético e Coritiba responde pelo nome de Cléber, atacante que está sem jogar por causa da queda de braço jurídica entre os arqui-rivais. O Coritiba comprou o passe junto ao Mérida, da Espanha, mas Cléber já tinha contratado de empréstimo assinado com o Atlético. A CBF diz que só a Fifa pode decidir o caso.





