São Paulo - Não é sem motivo que goleadores são os principais reforços dos três grandes paulistanos para a temporada 2008, que começa na próxima quarta-feira, com a disputa do Campeonato Paulista. O corintiano Acosta, o palmeirense Alex Mineiro e o são-paulino Adriano têm a missão de reverter o tombo no poder ofensivo desses clubes nos últimos três anos. A média de gols do Corinthians no Campeonato Brasileiro caiu 49% entre 2005 e 2007. No caso do Palmeiras, o tombo ficou em 35% e, no do São Paulo, em 21%.
Nenhum jogador palmeirense ou são-paulino atingiu ou superou a marca de dez gols no último Brasileirão, barreira atingida por atletas de 12 dos 20 clubes participantes.
No Corinthians, Finazzi balançou as redes 12 vezes, mas o time terminou com o segundo ataque menos positivo. As revelações do clube, como Lulinha e Dentinho, foram os principais responsáveis pelo pífio desempenho ofensivo. ''É difícil prometer gols, mas se conseguir um lugar na equipe e jogar todas as partidas, gostaria de repetir 2007. Seria um bom desempenho'', disse Finazzi, que não é a principal aposta para a liderança da artilharia no Parque São Jorge.
Seu novo contrato vai lhe render cerca da metade que o recém-contratado Acosta vai ganhar. Isso porque o uruguaio, trintão como Finazzi, chega com a credencial de ter sido vice-artilheiro do último Brasileiro, com 19 gols. O Corinthians ainda trouxe outro atacante, o argentino Herrera - o que pode levar Finazzi para a reserva.
Sem outras contratações de peso, Alex Mineiro chega ao Palmeiras com a missão de substituir o ídolo Edmundo e Rodrigão, o centroavante do clube no último Nacional, em que marcou apenas seis tentos. ''Eu sei que a cobrança por gols será muito grande e estou preparado para ela'', afirmou o novo centroavante do clube, que mesmo passando boa parte do Nacional de 2007 machucado, ainda fez nove gols pelo Atlético Paranaense.
Apesar de comemorar o fato de não pagar nada à Inter de Milão por seu empréstimo, o São Paulo terá no centroavante Adriano o segundo maior salário de seu elenco, só atrás do grande ídolo do clube, Rogério Ceni. Isso para suprir a falta de um centroavante que faça gols em grande número. Em 2007, Aloísio marcou modestas seis vezes no Brasileiro, ou uma a menos do que o goleiro Rogério Ceni. ''Espero fazer muitos gols. A motivação está grande, mas não sou de prometer muito. Gol é relativo, acontece quando se está bem com o grupo'', disse Adriano na sua apresentação.

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