A inadimplência fiscal de agremiações de Londrina está colocando em risco o trabalho de formação de atletas em várias modalidades.
Sem as certidões negativas de pagamento de taxas e tributos, os clubes não podem ser beneficiados com os repasses relacionados à Lei de Incentivo ao Esporte Amador, conforme informação do auditor da Prefeitura, Osvaldo Lima.
O basquete feminino, cuja base da Seleção Londrinense treina na Associação Cristã de Moços (ACM) e o beisebol, que treina na Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel), são as primeiras vítimas do imbróglio e devem perder os recursos que já estavam previstos no repasse.
Ontem, em discurso no plenário da Câmara, o vereador Félix Ribeiro (PPS), vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, abordou a questão e alertou os colegas de bancada sobre a possibilidade de desamparo no setor. ‘‘Os valores para o basquete feminino são insuficientes para uma preparação minimamente adequada. Sei disso porque tenho duas filhas que treinam na ACM’’, justificou.
Ele pediu uma reformulação nos repasses e a inclusão do basquete feminino nos repasses para o Londrina Basquete Clube, o maior beneficiado no orçamento e mantenedor da equipe de basquete que disputa o Campeonato Brasileiro.
Ribeiro também criticou o projeto de lei do Executivo que extingue a Fundação Municipal de Esportes e disse que a autarquia tem desempenhado bem sua função. O projeto começou a tramitar ontem na Comissão de Justiça.
O presidente da Fundação, Marcelo Paulino de Oliveira, disse à Folha que o auditor está apenas cumprindo a lei e que a autarquia não pode intervir em favor dos clubes. Em relação à encampação do basquete feminino pelo LBC, Paulino declarou que a decisão deve partir única e exclusivamente da direção do clube.

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