São Paulo - Sem dinheiro ou competições de peso no primeiro semestre, os principais clubes paulistas colocaram o pé no freio e o mercado de contratações encolheu.
Na comparação entre 2010 e 2014, por exemplo, o número de reforços obtidos por Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, no início da temporada, caiu de 24 para 15 atletas.
Corinthians e São Paulo se recusam a fazer grandes investimentos. O Santos conseguiu o atacante Leandro Damião graças a empréstimo de um fundo de investimento, o Doyen Sports, que tem sede em Malta, considerado paraíso fiscal.
O acordo foi questionado não apenas pelos concorrentes, mas por integrantes da oposição na Vila Belmiro.
O Doyen pagou R$ 49 milhões ao Internacional-RS e será reembolsado pelo Santos. Com juros, o valor a ser pago pode chegar a R$ 60 milhões. A reportagem apurou que, em caso de venda para o exterior, o Doyen ainda fica com 70% do lucro da negociação (o que passar dos R$ 49 milhões originais). O Santos embolsa apenas 30%.
O Palmeiras, que estava na Série B do Brasileiro, vê na apatia dos rivais a chance de conquistar um título em 2014, ano do seu centenário. O assunto foi discutido em reuniões do Comitê de Orientação e Fiscalização (COF). A diretoria trouxe o zagueiro Lúcio e comprou o atacante Leandro.
"Ninguém tem dinheiro, e o futebol está caro. Quem possui atleta de qualidade pede valores que estão fora da realidade do Brasil", afirma o diretor de futebol do Corinthians, Roberto de Andrade.
Além do baixo número de contratações, há também o peso dos nomes. No começo do ano passado, o time adquiriu Alexandre Pato, Renato Augusto e Gil.
Em 2014, Uendel, Wanderson e Bruno Henrique acertaram com o time alvinegro.
"Não acho que o problema é dinheiro. O limite é o mercado. Está tudo muito caro", reclama o vice-presidente de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes.
Até agora, o clube obteve apenas o reforço do lateral Luís Ricardo, ex-Portuguesa.

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