Primeiro, o técnico Luiz Felipe Scolari perdeu Cafu. Agora, corre o risco de ficar sem quatro atletas para o amistoso com o Panamá, dia 9, um treino-apronto para o jogo decisivo com o Paraguai, dia 15, pelas eliminatórias do Mundial de 2002. Rivaldo deve até se apresentar na data prevista, mas o Barcelona não quer que o jogador enfrente o Panamá. Já os clubes alemães Bayer Leverkusen, de Lúcio, Bayern de Munique, de Elber, e o Hertha Berlim, de Marcelinho Paraíba, enviaram ontem documento à Fifa, em que manifestam a intenção de não liberar os três atletas para o amistoso.
Para o coordenador-técnico da seleção, Antonio Lopes, a questão com relação aos alemães é simples. ‘‘Nós enviamos fax à Fifa, e também para a Federação de Futebol da Alemanha, para reiterar que os jogadores devem estar no Brasil dia 7, senão os clubes estarão ferindo o Estatuto do Atleta e poderão ser punidos’’, declarou.
Quanto a Rivaldo, Lopes disse que conversaria com dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) antes de emitir opinião. O Barcelona alega que o acordo feito com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sobre a liberação do atleta sete dias antes das partidas finais pelas eliminatórias não dizia respeito à disputa de amistosos.
Pelas normas da Fifa, os clubes são obrigados a dispensar os jogadores convocados para as seleções nacionais para a realização de até sete amistosos por ano. Em 2001, o Brasil só foi a campo três vezes para jogos não-oficiais.
Lopes descartou a possibilidade de Scolari convocar outros atletas para uma eventual substituição de Lúcio, Elber e Marcelinho Paraíba.
Romário - O futebol de Romário anda em baixa. Fora da Seleção Brasileira para a importante e decisiva partida com o Paraguai, pelas eliminatórias do Mundial 2002, no próximo dia 15, em Porto Alegre, o atacante não vive boa fase. Nos últimos seis jogos do Vasco participou somente de dois (Boca Juniors, pela Copa Mercosul e Gama, pelo Campeonato Brasileiro). O técnico Luiz Felipe Scolari não o convocou sob a alegação de que o jogador não está no momento em boas condições físicas e técnicas. Romário reconhece que não está atuando tão bem como há três meses.
‘‘Gostaria de estar presente neste jogo, mas respeito a opinião dele (Scolari). Não preciso provar nada a ninguém. O treinador me conhece o suficiente para saber se o momento é bom ou ruim para me convocar’’, afirmou Romário.

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