Clubes e tevês tentam resolver impasse
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quinta-feira, 28 de outubro de 2004
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
A discussão sobre as cotas de televisionamento do Campeonato Paranaense 2005 deve acabar hoje. Às 16 horas, a comissão formada pelos presidentes de Coritiba, Roma, Malutrom, Engenheiro Beltrão e Atlético vai apresentar a contraproposta à Rede Paranaense de Comunicação (RPC), afilidada da Globo, e ouvir o que a nova interessada, a CNT, tem a oferecer.
No arbitral financeiro realizado dia 15 de outubro, apenas a RPC apresentou proposta, que foi encarada pelos clubes como sendo uma ''esmola''. A emissora ofereceu R$ 300 mil em dinheiro e mais R$ 200 mil em cotas de anúncios de publicidade. Os clubes do interior ficariam com R$ 12 mil cada.
Já a CNT não deve oferecer valores maiores e a proposta mais ''vantajosa'', deve ser mesmo a da Globo. Os clubes devem refutar a proposta, assim como aconteceu na edição deste ano. No entender dos 16 participantes da Série Ouro em 2005, o valor mínimo que deveria ser algo seria em torno de R$ 1,5 e R$ 2 milhões.
O presidente do Londrina, Agostinho Miguel Garrote, disse que não irá ao encontro. ''Acho desnecessário. A comissão vai resolver. Por esse valor (R$ 300 mil), eu não aceitaria'', disse.
Novo cartola O ex-volante Sidiclei, que jogou no Londrina em 2001, será confirmado na próxima semana como novo gerente de futebol do clube. Ele foi convidado por Garrote e deve aceitar. O ex-jogador, que encerrou a carreira este ano, trabalha em Araraquara (SP), em uma escolinha de futebol do São Caetano.
Sidiclei ficaria responsável tanto pelos trabalhos administrativos como na contratação de reforços. ''Tem larga experiência no futebol paulista e pode nos ajudar'', argumentou Garrote. Falta apenas a definição do salário para que ele acerte sua vinda ao clube.


