Clubes e FPF debatem as catracas eletrônicas
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segunda-feira, 05 de maio de 1997
Filipe Pimentel Sucursal de Curitiba 
Os constantes problemas com as catracas eletrônicas nas entradas dos estádios de Curitiba e a possível evasão de renda em função disso, está tirando o sono dos presidentes de Atlético, Coritiba e Paraná. Para discutir esses problemas e tentar solucioná-los, os clubes e dirigentes da Federação Paranaense de Futebol farão uma reunião hoje, a partir das 17 horas, na sede da FPF.
Os ingressos eletrônicos começaram a ser usados no Campeonato Brasileiro de 96. O resultado foi positivo e a FPF decidiu utilizar o sistema para o Paranaense deste ano. O argumento era de que os ingressos de papel eram muito fáceis de falsificar e o eletrônico dificultaria o processo.
Mas o tiro saiu pela culatra. A falsificação praticamente não existiu, mas as catracas, desde o início do campeonato, têm dado problema. Os mais graves aconteceram nos clássicos estaduais e em jogos da Copa do Brasil. Quando as catracas travam, os ingressos são armazenados em sacos plásticos. Aí cabe uma pergunta: é normal em todo o jogo pelo menos cinco catracas travarem? E outra: o que acontece com os ingressos que não passam ela catraca e ficam nos saquinhos?
A renda não confere com o público pagante. Ou seja, tem gente que entrou de graça, ou que pagou, mas a renda não foi computada. Este é o único ponto em comum entre as torcidas: nenhuma delas acredita na renda que é divulgada no final dos jogos.
Paralelo aos problemas das catracas, Curitiba tem um outro que é, no mínimo, hilário. É a única capital onde o cambista vende o ingresso pelo preço de bilheteria. E para piorar, tem cambista que vende mais barato.


