Não é de hoje que a arbitragem estadual e a Federação Paranaense de Futebol (FPF) vêm sendo questionadas. A denúncia do dirigente operariano só veio tornar pública uma suspeita de anos. Os clubes do interior sempre acusaram a entidade de manipular resultados em benefício dos clubes da capital.
No Paranaense deste ano, foram muitas reclamações e acusações contra os profissionais do apito. O presidente do Engenheiro Beltrão, Luís Heitor Linhares, chegou a afirmar, após o rebaixamento do clube, que a equipe havia sido vítima de esquema parecido e ameaçou até abandonar o campeonato.
O caso mais bizarro ocorreu no dia 20 de fevereiro na Kyocera Arena pelo Campeonato Paranaense. O Atlético perdia por 2 a 1 para o Império do Futebol quando o meia Willian, do rubro-negro, chutou e a bola claramente saiu à esquerda do gol, batendo na placa de publicidade e depois na rede do lado de trás. O assitente Rogério Luder e o árbitro José Francisco de Oliveira correram para o meio-de-campo e deram o gol de empate do Furacão. Os dois foram julgados três vezes e, ao final, foram absolvidos. Não foi provada a má-intenção da dupla.
Em 2003, a Portuguesa Londrinense, um dos clubes que mais reclamam da arbitragem, foi rebaixada após perder para o Paraná Clube, que também corria risco de rebaixamento no Estadual, por 1 a 0. A Lusinha teve um gol anulado e o gol do Paraná surgiu após um pênalti bastante questionado.
No ano passado, um dirigente da Portuguesa chegou a afirmar que havia um esquema parecido com o denunciado pelo presidente do Conselho Deliberativo do Operário, Sílvio Gubert. O coordenador-geral do clube, Amarildo Vieira Martins, no entanto, não confirma. ''Eu sei que tem gente que compra, vem desde 2003, mas não tenho como provar. Caímos assim em 2003 e não subimos em 2004 assim também. Só posso garantir que a Portuguesa nunca comprou árbitro'', afirmou o dirigente.
O presidente do Galo Maringá, Marcos Faleiros, disse que nunca ouviu falar no Bruxo e que está surpreso pelo suposto esquema de compra de resultados. ''No nosso grupo (o Galo está na chave B, enqaunto o Operário na A) nunca aconteceu nada. Não fomos nem prejudicados nem beneficiados. Mas tudo isso tem que ser muito bem apurado, investigado, para que a Série Prata não perca a credibilidade'', cobrou Faleiros. (T.M.)

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