Clubes do Interior com dificuldades para pagar árbitros
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quinta-feira, 26 de março de 1998
Edmundo Inagaki 
Clubes do interior do Paraná, que disputam as séries A-1 (Primeira Divisão) e A-2 (Segunda Divisão), estão tendo problemas para pagar as taxas de arbitragem do campeonato estadual. Atualmente, o custo do árbitro, seus auxiliares, representante e tesoureiro, incluindo diárias de hotel e passagens de ônibus, pode variar de R$ 1.500 a R$ 3 mil.
Apesar de o presidente da Associação Profissional de Árbitros de Futebol do Paraná, Nelson Orlando Lehmkuhl, ter evitado nomear os clubes que estão enfrentando dificuldades para efetuar os pagamentos, a Folha apurou que Londrina e Matsubara, na divisão principal, Cascavel, Mixto Bordô, de Telêmaco Borba, e Caxias, de Palmas, na Série A-2, vêm sofrendo para honrar seus compromissos.
Lehmkuhl confirmou que o Londrina deixou de pagar o árbitro Sérgio Farias de Cristo, que dirigiu o empate (1 a 1) com o Francisco Beltrão, no último dia 18, pela segunda rodada do returno da primeira fase, além de duas taxas do Campeonato Paranaense de Juniores. Parte da dívida de aproximadamente R$ 2 mil foi paga na segunda-feira. O restante foi depositado no dia seguinte, na conta corrente da Associação dos Árbitros.
No caso de Matsubara, Cascavel, Mixto Bordô e Caxias, os pagamentos têm sido feitos com cheques pré-datados, com prazos variando de dois a 15 dias. Por falta de fundos, alguns cheques chegaram a ser trocados. Entre taxas atrasadas desde 96 e 97, a Associação Profissional dos Árbitros de Futebol do Paraná tem perto de R$ 19 mil para receber.
O presidente interino da Federação Paranaense de Futebol, Darci Piana, prometeu tomar providências. Sabemos que o País atravessa uma crise financeira, mas vamos tentar encontrar uma saída para o problema.


