Clubes do interior antecipam preparação
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sábado, 26 de outubro de 2002
Lúcio Flávio Moura e Guilherme Gouveia<br>Reportagem Local 
Entra ano, sai ano, pouca coisa muda. A realidade do futebol do interior paranaense em 2003 deve ser marcada por dificuldades financeiras, times baratos e uma grande distância técnica em relação ao chamado trio-de-ferro da Capital.
Mas ao contrário do que aconteceu este ano, quando Atlético, Coritiba e Paraná Clube, além do Malutrom, não mediram forças em nenhuma competição oficial com os pequenos, o Paranaense 2003 vai novamente confrontar duas realidades tão distintas.
No próximo ano, começa a vigorar um novo estilo de calendário, com um Campeonato Brasileiro mais longo, de março a dezembro, e um Estadual resumido, de janeiro a março, com a presença das equipes que antes disputavam as copas regionais extintas pela CBF. O supercampeonato, vencido pelo Atlético, também não será mais disputado.
O Iraty defenderá o título de campeão e o Grêmio Maringá de vice. Ambos são exemplos de que os dirigentes estão conscientes que este ano o campeonato será mais difícil, com desequilíbrio em muitos confrontos, e terão muito trabalho para não fazer feio, principalmente nos jogos transmitidos pela TV.
Os dois clubes devem iniciar a preparação em novembro, continuar investindo em jogadores jovens e baratos, mas apostando em uma pré-temporada mais longa, que lhes dêem conjunto e preparo físico melhor do que os times que estão no Brasileiro, já que estes voltarão a treinar apenas em janeiro, poucas semanas antes da estréia.
A primeira rodada está marcada para 25 e 26 de janeiro.
Dezesseis equipes disputam a primeira fase, divididas em dois grupos de oito. A partir da segunda fase, com oito times, os confrontos serão eliminatórios.
Abaixo, a Folha faz um panorama de como estão as 12 equipes que vão desafiar o poderio dos participantes do Brasileiro. A maioria das agremiações falam em ampliar timidamente o investimento, mas o cenário é ainda de incerteza.


