Clubes discutem empréstimo de jogadores
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sexta-feira, 10 de setembro de 2004
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Os membros dos Conselhos Deliberativo e Consultivo do Londrina Esporte Clube estarão reunidos hoje, às 9 horas, na sede administrativa, para discutir o empréstimo dos jogadores Jhones e Juninho ao NK, da Eslovênia. A diretoria da Londrina Junior Team (LJT) promete participar da reunião e esclarecer os pontos duvidosos sobre a transação. Além desse assunto, o presidente em exercício do Londrina, Marcelo Leal, vai sugerir algumas alterações no estatuto interno do clube.
Após a disputa da Copa Carnevalle, na Itália, no início do ano, a LJT, em parceria com o Londrina, vendeu Jhones à Udinese por US$ 640 mil. A primeira parcela no valor de US$ 200 mil deveria ser paga em julho, quando reabriria o mercado europeu para transferências dos atletas. O restante dos pagamentos seria feito à medida que o jogador participasse dos jogos. Os valores seriam divididos da seguinte forma: 70% para LEC e LJT e 30% para o PSTC, que revelou o atleta.
Já no caso de Juninho, o atleta foi cedido por empréstimo ao Chievo Verona por US$ 30 mil, com opção de compra. Nesse caso, o clube pagaria outros US$ 500 mil. Uma pequena parcela ficaria com a família de Juninho e o restante seria dividido por LJT e LEC.
Os responsáveis pelas transferências só não contavam com o fato dos atletas não conseguirem o passaporte comunitário para jogarem, uma exigência dos clubes. Como Udinese e Chievo já atingiram o teto de jogadores extra-comunitários em seus elencos, decidiram repassar os dois atletas ao NK, sem custos, até o dia 31 de dezembro. Segundo o vice-presidente do LJT, Jurandir Barroso, se os dois não fossem emprestados ao clube esloveno seriam obrigados a retornar a Londrina sem garantias de que voltariam ao futebol europeu.
Ainda sobre os dois jogadores, Marcelo Leal quer detalhes sobre os direitos federativos de ambos que, desde julho, pertencem integralmente a Londrina Junior Team. O então presidente do Londrina, Carlos Alberto Garcia, concordou em repassar os jogadores a LJT, sob pena de não receber pelas transferências, pois as pendências com a Justiça do Trabalho e com demais credores poderiam penhorar o dinheiro. Barroso garantiu que isso não quer dizer que o Londrina não receberá sua parte das transações.
Sobre a mudança no estatuto interno, o presidente vai sugerir a instituição de responsabilidades para a administração do clube. ''Não se pode gastar mais do que se arrecada. Esse talvez seja o maior legado que deixarei nesse meu mandato-tampão'', concluiu.


