Clubes devem mais de R$ 100 milhões ao INSS
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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
Nem mesmo a concessão de privilégios tributários foi capaz de fazer com que os clubes de futebol brasileiros, federações estaduais e empresas ligadas à modalidade quitassem seus débitos com o Instituto Nacional de Previdência Social (INSS). Segundo dados apurados pelo grupo especial de auditores fiscais da Diretoria de Arrecadação da Previdência, criado há um ano para fiscalizar esse tipo de recolhimento, estima-se que o rombo nos cofres do governo possa ultrapassar os R$ 100 milhões.
O maior sonegador é o Flamengo, com uma dívida de R$ 21,5 milhões. Em São Paulo, o Palmeiras encabeça a lista, com débito de R$ 7,9 milhões, seguido pelo Santos, R$ 7,2 milhões. O São Paulo já negociou e conseguiu o parcelamento dos R$ 6,3 milhões devidos. A melhor situação é a do Corinthians. O montante é ínfimo, informou o diretor de Arrecadação da Previdência, Valdir Moysés Simão. No interior do Estado, nove clubes já são alvos de representações fiscais, ou seja, mesmo que paguem o que devem, serão processados. São eles: Botafogo, Ferroviária, XV de Piracicaba, XV de Jaú, Oeste, Paraguaçuense, Garça, Guarani e Ponte Preta.
Entre as irregularidades encontradas, estão os crimes de apropriação indébita e sonegação. Como desculpa, os dirigentes são quase unânimes em alegar o desconhecimento da legislação. Vale lembrar que judicialmente esse argumento não tem valor, já que a ignorância da lei não justifica a infração. Mesmo assim, o grupo reuniu-se com representantes de clubes nesta quarta-feira, na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), para distribuir uma cartilha de orientação. Empresas como Traffic e General Motors também foram visitadas.


