Clubes da Terceirona tentam reduzir despesas
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Thiago Mossini <br> Reportagem Local 
Adversários dentro de campo, os clubes que integram o grupo B da Terceira Divisão do Campeonato Paranaense se uniram fora dele para tentar amenizar os prejuízos com o torneio. Juntos, enviaram um pedido à direção da Federação Paranaense de Futebol (FPF), pedindo que árbitros da região Norte apitem seus jogos, diminuindo, assim, os custos com transportes dos apitadores.
O documento, assinado pelos presidentes de Cincão, Junior Team, Cambé, PSTC, Matsubara e Platinense, foi endereçado ao presidente da FPF, Hélio Cury, ao vice, Amilton Stival, e ao presidente da comissão de arbitragem, Afonso Vítor de Oliveira.
No pedido, os cartolas lembram que o torneio é deficitário e que Oliveira é da região dos clubes envolvidos no grupo B. ''Solicitamos que os nossos jogos sejam comandados pelo quadro de arbitragem da região Norte do Estado do Paraná, com preferência para árbitros que venham com menos de 100 quilômetros de distância da partida, visando com isso minimizar os custos das equipes participantes'', argumentaram no texto.
De acordo com o presidente do Cambé, Amarildo Vieira Martins, que comanda o movimento, a reinvidicação já havia sido feita informalmente antes do início da Terceirona.
Ele reclama do aumento dos gastos com transporte dos árbitros que são de outras regiões. Na partida contra o PSTC, por exemplo, o custo do jogo foi de R$ 2.746,15 e a renda de R$ 120, o prejuízo total da partida foi de R$ 2.626,15. Desse valor, R$ 900 foram gastos com o transporte do trio de arbitragem e do tesoureiro da FPF, que eram de Curitiba e região.
''Já fizemos regionalizado para não ter gastos. Uma rodada (escalar árbitro de longe) ainda vai, mas todas? É preciso ter bom senso, ser simpático com os clubes'', afirmou Martins. ''Sem contar que os árbitros de Curitiba são piores do que os daqui'', completou.
Afonso Vítor de Oliveira afirmou que não vai atender ao pedido dos clubes. Segundo ele, não há árbitros suficientes na região Norte para isso. O presidente da Comissão de Arbitragem afirmou que os valores já sofreram redução em relação aos cobrados na primeira e segunda divisões.
Os árbitros que moram em cidades com distância de até 50 quilômetros do local do jogo recebem apenas as passagens de ônibus. Entre 51 e 100 quilômetros, além das passagens, recebem R$ 50. Acima de 101 quilômetros, o valor é fixado em R$ 150.
''Um clube profissional que entra em um campeonato e se queixa de pagar R$ 100 tem que fechar as portas mesmo'', disparou Oliveira.


