São Paulo- O Brasil nunca teve um Campeonato Brasileiro tão longo. E a grande constatação dos quase nove meses desta edição foi a de que os dirigentes não estavam preparados. Dos times que começaram a competição, difícil dizer um que não perdeu jogador. Com a abertura do mercado europeu, no meio do ano, muitos atletas partiram atrás da independência financeira, para desespero dos cartolas. Era um show de reclamação. ''Falta profissionalismo, amor à camisa'', justificavam, sobre os desmanches. Porém, o Nacional ainda não chegou ao fim e são eles, agora, que se desfazem dos jogadores. E sem explicações convincentes.
No Santos, Marcelo Peabiru, contratado para substituir Ricardo Oliveira e Nenê, não teve o vínculo renovado. Poderia ser prorrogado até 31 de dezembro. ''O Santos não se interessou em exercer seu direito de preferência e liberou o atleta'', explicou o diretor jurídico, Mário Mello.
Com a perda de muitos jogadores, o Corinthians correu atrás de peças de reposição. Trouxe Robert, André Luís e Jamelli. Não teve êxito. Ao contrário, acumulou vexatórias derrotas. André Luís, esperança de liderança, pediu dispensa alegando não estar satisfeito com a situação no clube (muita cobrança e muita pressão). Rescindiu contrato na terça-feira.
No São Paulo a situação é diferente. Quem não está bem, passa por reciclagem no time B. Os laterais Gabriel e Leonardo já viveram a situação que agora passa o atacante Rico.
A má campanha dos clubes cariocas fez as primeiras vítimas. O meia Beto não deve mais ser titular do Vasco e o presidente Eurico Miranda já pensa em dispensá-lo ao término da competição. Sua chegada ao clube só trouxe problemas: confusões, indisciplina e contusões.

mockup