São Paulo - Representantes do Bom Senso FC e dirigentes do futebol brasileiro chegaram a um acordo ontem para apresentar, em conjunto, mudanças no texto da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que deve ser votada na Câmara dos Deputados depois das eleições de outubro. O principal tema do encontro, realizado em São Paulo, foi a criação de um órgão independente para fiscalizar as finanças dos clubes.
Participaram da reunião Ricardo Borges Martins, diretor executivo do Bom Senso FC, José Carlos Brunoro, diretor executivo do Palmeiras, Raul Correa da Silva, diretor financeiro do Corinthians, e Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba.
"Aparamos as arestas e chegamos a um consenso em torno dos objetivos que são comuns. Agora só falta formalizar a proposta para levar à aprovação de todas as partes envolvidas", disse Vilson Ribeiro de Andrade, que lidera uma comissão de clubes criada no ano passado pela CBF para discutir o Fair Play Fiscal e Financeiro e atua como interlocutor da entidade com o Bom Senso FC e os demais dirigentes.
Ficou definido que o órgão fiscalizador será constituído e custeado pela CBF, mas será independente da entidade. Funcionará como uma espécie de auditoria externa, que, apesar de ser contratada por uma determinada empresa, não há vínculo direto entre ambas.

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