Clubes cariocas ficam no C13 e peitam Koff
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Sérgio Rangel <br> Folhapress 
Rio - Os quatro grandes do Rio decidiram permanecer no Clube dos 13 e travar queda de braço com Fábio Koff pelo controle da entidade. Ontem, os presidentes de Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense anunciaram que vão negociar separadamente os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a partir do próximo ano e que esperam contar com o apoio de clubes de outros Estados na disputa dentro do C13.
''Não temos motivos para deixar o Clube dos 13 agora. O que estamos fazendo é não autorizar a entidade a nos representar na negociação com as TVs. Depois, vamos ver o que acontece'', falou o presidente do Fluminense, Peter Siemsen.
''O mercado está se mexendo agora. Os outros clubes ainda vão se posicionar. Se conseguirmos o apoio deles, o Clube dos 13 pode até desistir de fazer a negociação da forma com a qual discordamos'', afirmou Siemsen.
O Clube dos 13 prepara licitação para escolher a TV que vai transmitir o campeonato. Globo, Record e RedeTV! têm interesse. Os cariocas querem fechar com a Globo. Já o C13 é a favor da emissora que fizer a melhor proposta.
Os dirigentes negaram que o movimento carioca possa pôr fim ao atual Brasileiro.
''Não há interesse em nos distanciarmos ou rompermos com o C13 nesse momento, mas de retomar a essência da fundação da entidade. Não pensamos em formar liga. A questão é a negociação de direitos de transmissão'', disse a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim.
Os cariocas acreditam ter poderes para negociar em bloco com as TVs, desrespeitando o C13. ''A Constituição brasileira é maior que o estatuto do Clube dos 13'', afirmou o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção.
Apesar disso, os times reconhecem que na prática seria difícil haver exibição de jogos se os clubes acertarem com emissoras diferentes.
''Nenhum de nós temos qualquer problema com o Fábio Koff e o respeitamos muito. Ainda fazemos parte do Clube dos 13. Então ele é o presidente da associação da qual fazemos parte, ainda'', declarou Assumpção, que, no entanto, refuta o argumento da entidade sobre o estatuto.
O presidente do Botafogo ainda fez pouco caso da dívida de R$ 60 milhões que os quatro têm com o Clube dos 13, e que impediria suas saídas. ''No que me consta, não creio que o C13 seja uma instituição financeira. Não temos uma real dívida com eles. Nossas dívidas são com outros parceiros comerciais e o C13 é quem nos repassa. Elas existem sim e serão honradas'', finalizou Assumpção.


