Rio de Janeiro - Em 2004, os clubes cariocas somente conquistaram a primeira vitória na quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Em 2005, juntos, disputaram oito jogos e, ao contrário do que se esperava, permanecem invictos. E, no momento, Fluminense e Botafogo são, ao lado do Santos, os líderes do Nacional, com 6 pontos. Um pouco abaixo está o Flamengo, na 10 colocação, com 4. A exceção é o Vasco, que, mesmo invicto, vive uma fase de insatisfação por causa dos empates contra Brasiliense e Fortaleza ambos vieram da Série B. Apesar da 12 posição, o clima é de apreensão em São Januário.
Esse bom início de Brasileiro dos clubes do Rio pode-se dizer que é surpreendente, principalmente, se forem levadas em conta as campanhas de Flamengo, Botafogo e Vasco no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil. O Fluminense é o único a manter a regularidade. Sagrou-se campeão carioca e enfrenta amanhã o Grêmio, no Estádio Olímpico, com a vantagem de perder por até dois gols de diferença para avançar às quartas-de-final do torneio.
No Botafogo, a boa fase pode ser creditada ao treinador Paulo César Gusmão, discípulo de Vanderlei Luzemburgo. Chegou ao clube no início de abril e, em tão pouco tempo, começa a colher os frutos de sua filosofia de trabalho. Mescla exigência e disciplina com brincadeiras no momento certo. Valoriza o treinamento e, por essa razão, afastou o meia Élvis do elenco.
No Fluminense, o mérito do técnico Abel Braga foi afastar o clima de oba-oba depois do título carioca. Os jogadores entenderam o recado do treinador e, em campo, demonstram aplicação tática e determinação. Essas virtudes somadas à boa qualidade técnica do elenco dão ao Tricolor a sensação de que pode fazer uma ótima campanha no Brasileiro. ''Mas não pode haver preciosismo nem firula'', alertou Abel Braga, depois da vitória sobre o Paysandu, por 2 a 1, domingo, em Belém.
Já o Flamengo ainda sofre com as carências de seu elenco, formado em sua maioria por jogadores revelados nas categorias de base do clube. Mesmo com o bom início, a diretoria segue em busca de reforços. O técnico Celso Roth deixou bem claro, depois da vitória sobre o Figueirense, por 1 a 0, que terá muito trabalho pela frente.
Em São Januário, há uma crise. Dentro e fora de campo, os jogadores não se entendem. Os mais experientes, liderados por Romário, criticam a apatia e má qualidade técnica de alguns jovens valores. Há, entre os dirigentes e a comissão técnica, um clima de desconfiança com o futuro da equipe.

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