Clubes buscam canhotos para a lateral
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quinta-feira, 30 de janeiro de 1997
Júlio Tarnowski Jr. Sucursal de Curitiba 
Kraw PenasTanielton: única opção especializada do Atlético
Eles não são exatamente a minoria. Mas em se tratando de atletas estão cada vez mais difíceis de se encontrar. Atlético Paranaense, Coritiba e Paraná Clube que o digam. Jogadores canhotos e ainda na lateral-esquerda, viraram sinônimos de problemas. As três equipes da capital penaram nos campeonatos do ano passado, e não foram poucas as vezes, que os treinadores optaram pela improvisação no setor.
Já na primeira rodada Coritiba e Paraná voltaram a utilizar esse recurso na lateral-esquerda. O meia coritibano Claudiomiro foi deslocado para a posição. O mesmo aconteceu com o zagueiro paranista Ageu. No Atlético, a solução veio com o único jogador considerado de ofício no time, Tanielton, 19 anos. Mas para os dirigentes o fator idade ainda prejudica Tanielton que na avaliação precisaria ainda de um pouco mais de experiência para ser o titular da equipe.
Curiosamente as três equipes anunciam reforços para a lateral. O Coritiba foi buscar o experiente Gilvan, 30 anos, do Sport (PE). O Atlético, depois de várias observações, tenta negociar a contratação de Ronaldo, 28 anos, do América Mineiro (MG). Ronaldo foi campeão brasileiro da Série B em 1995, pelo Atlético e estava nas pretensões do Coritiba.
Kraw PenasO Coritiba importou Gilvan, do Sport, para a posição
O Paraná testa Wendel, 23 anos, do Rio Branco de Andradas (MG). Outro lateral, Terci, 23 anos, do ABC, de Natal (RN) está nos planos do tricolor. A possibilidade de importar o ucraniano Judin, também não está descartada pelo Paraná.
Escassos Para o professor Munir Calluf, gerente de futebol do Atlético Paranaense os jogadores canhotos, e ainda na lateral-esquerda, são cada vez mais raros. Temos uma carência muito grande nesse setor. Não é só o Atlético que está a procura de bons jogadores para a lateral. A posição é difícil. Os canhotos procuram ser jogadores de frente, diz Munir Calluf.
Uma das soluções apontadas pelo gerente de futebol atleticano é que os treinadores mudem a forma de jogar de seus times. O caminho é utilizar o que tem de melhor para a lateral-esquerda e buscar resolver o problema com jogadores que tenham criatividade e capacidade.


