Clubes ameaçam a CBF com liga independente
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que se cuide. A proposta de formação de uma liga independente de clubes encontrou respaldo entre os dirigentes. A idéia partiu do presidente do Cruzeiro, José Perrella, que sugeriu a união dos maiores clubes do País para disputar uma competição paralela ao Campeonato Brasileiro. O objetivo seria combater o formato sugerido pela CBF, que prevê o torneio com 28 times, entre eles alguns da segunda divisão, casos de Fluminense, Bahia e São Caetano.
O excessivo número de participantes é considerado uma autêntica temeridade pelos cartolas. Diante do atual cenário do futebol brasileiro e das alternativas de disputa apresentadas, sou a favor da formação de uma liga, afirmou o presidente do São Paulo, Paulo Amaral. Ele esclarece que considera tanto a CBF quanto o Clube dos 13 aptos a organizarem o compeonato. Mas essa de 28 clubes é absurda.
Um de seus principais argumentos é o longo período de tempo que o torneio demandaria. Acontece que muitos clubes têm outros compromissos, como a disputa da Copa Mercosul e Taça Libertadores da América. Nosso calendário vai ficar cada vez mais apertado, explicou.
No Corinthians, além de posicionar-se contra o formato pretendido pela CBF e manifestar-se simpático à formação da liga, o presidente Alberto Dualib aproveitou para defender o caixa alvinegro. Esse inchaço no campeonato acaba acarretando uma divisão maior das cotas de TV. Isso prejudica os maiores clubes, observou.
O presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, continuou ontem mantendo contatos com dirigentes de outros grandes clubes para tentar viabilizar a formação da liga. De acordo com a assessoria do Cruzeiro, Perrella conversou à tarde com o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff. Ficou acertada uma reunião, provavelmente no fim da próxima semana.


