São Paulo - Ver o PeÀarol chegar à decisão da Libertadores em 2011 é uma enorme surpresa, mas houve um tempo em que só havia espanto quando o clube de Montevidéu não disputava a decisão. Na década de 60, o PeÀarol foi uma potência capaz de encarar qualquer adversário de igual para igual, fosse o Santos de Pelé, o Real Madrid de Di Stefano ou o Benfica de Eusébio.
Nos primeiros anos da Libertadores, o PeÀarol assustou seus oponentes com uma linha de frente formada por Sasía, Spencer e Joya. Mas nenhum deles brilhou tanto quanto um craque que, anos depois, tornou-se uma estrela do futebol brasileiro: Pedro Rocha. Criado nas divisões de base do PeÀarol, aquele meia elegante, inteligente e goleador logo se tornou o comandante da equipe, que, após conquistar as duas primeiras edições do torneio, voltou a triunfar em 1966.
Os anos 70 não foram muito bons para o PeÀarol, mas ele recuperou seu prestígio na década seguinte. Com o meia brasileiro Jair, ex-Internacional, e o temível goleador Fernando Morena, o clube voltou a conquistar a América em 1982. O jogo que levou o PeÀarol à final foi marcante. No Maracanã, o time bateu o Flamengo de Zico por 1 a 0.
Em 1987, o PeÀarol foi campeão pela última vez. E que conquista dramática foi aquela! Na final contra o América de Cali, cada time venceu um jogo e o título foi decidido na terceira partida, que terminou 0 a 0. Os colombianos jogavam pelo empate na prorrogação e o gol do título saiu a dez segundos dos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação. O autor foi Diego Aguirre, hoje treinador do PeÀarol, que foi campeão mundial em 1961, 1966 e 1982. (A.E.)

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