Clube testa 4º técnico no Paulista
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de fevereiro de 1999
Por Brás Henrique 
Ribeirão Preto, SP, 01 (AE) - O técico Oswaldo Alvarez, o Vadão, assumiu hoje à tarde a Matonense, que estréia no fim de semana na segunda fase do Campeonato Paulista contra o Corinthians, em Matão. O técnico será o quarto a dirigir o time na competição. Vadão estava parado desde novembro, quando deixou o Guarani.
Desgastado, ele quebrou a rotina de demissões do dirigente Luiz Roberto Zini ao pedir para sair do clube campineiro depois de um ano. O tempo de trabalho para montar seu esquema tático será curto. Vadão ficou conhecido no futebol brasileiro com o "Carrossel Caipira", entre 1992 e 1993, no Mogi Mirim, cujo principal destaque era Rivaldo. O treinador usava o 3-5-2, resgatando com sucesso o esquema tático no País após o fracasso de Sebastião Lazaroni à frente da seleção brasileira na Copa do Mundo da Itália, em 1990.
Apesar de ter ficado três meses parado, ele conhece a Matonense. "O time tem potencial e vai brigar para chegar numa boa colocação. Mas precisa de alguns ajustes", disse o treinador, sem revelar se o "ajuste" significa a contratação de reforços. O maior problema da Matonense é a defesa: sofreu 23 gols, a segunda pior da primeira fase - o União São João levou 24 gols. Em compensação, teve o melhor ataque, com 21 gols, e o artilheiro da competição, Taílson, com 9 gols.
A Matonense e o Ituano foram os clubes que mais trocaram de técnico no Campeonato Paulista. Cada um teve quatro. A Matonense começou com Roberval Davino, substituído por Wanderley Paiva (Vadão foi procurado, mas recusou o convite), que acabara de sair da Inter de Limeira. Paiva bateu um triste recorde: duas demissões em dez dias. José Roberto de Oliveira, da equipe de Juniores, dirigiu o time no jogo da classificação, antes de entregá-lo a Alvarez. A equipe de Itu teve Heron Ferreira, Muricy Ramalho (que pediu demissão, alegando que o clube era desorganizado) e Celinho Spadotti. Agora, Pedro Rocha terá a dura missão de salvar o Ituano do rebaixamento.
Durante a primeira fase da competição, os 12 clubes utilizaram 23 técnicos (13 trocas) - média de quase dois por time. Apenas Zagallo (Portuguesa), Jair Picerni (Barbarense), Lula Pereira (Rio Branco) e Estevan Soares (Guarani) estão em seus cargos desde o início. Com a manutenção de seus trabalhos, os quatro classificaram suas equipes antecipadamente.


