Clube proíbe jogador
de usar anel ou brinco
Jogador do Londrina não trabalha de brinco ou de anel. A proibição foi anunciada ontem pelo supervisor do time profissional, Sérgio Amilcar Pereira, o Soco. ‘‘Sem brinco o time fica mais macho e esse é um clube de respeito’’, disse Soco.
Além da questão de princípios de macheza, Soco esclareceu que há o aspecto da saúde dos atletas. ‘‘Num jogo ou mesmo num treinamento pode ocorrer algum acidente. Imagine se alguém puxar o brinco, pode ferir a orelha e até deformá-la, trazendo prejuízo para o clube e para o atleta’’, justificou Soco. ‘‘O Romário e o Roberto Carlos usam, até que não aconteça um acidente com eles. O dia que acontecer, vão pensar melhor sobre isso. Quem não se enquadrar no Londrina é só pegar a mala e ir embora.’’
Soco procurou deixar claro que não é contra quem usa os adereços desde que não seja no ambiente de trabalho. Os dois jogadores que usam brincos, no atual elenco, Bruder e Lulinha, não reclamaram e disseram que vão acatar as determinações.
Se o novo supervisor já está trabalhando, o departamento de futebol amador teve uma baixa. O técnico Lio, responsável pela equipe júnior, pediu demissão. Ele irá trabalhar no PSTC, empresa de Londrina que se dedica a formar jogadores. O novo técnico ainda não foi escolhido.
Lio disse que deixa o Londrina porque recebeu uma proposta de trabalho tentadora. ‘‘Conversei com os dirigentes, expliquei a situação e procurei deixar as portas abertas’’, disse o técnico. Lio deixou uma lista com alguns nomes para os dirigentes analisarem.
(Claudio Osti)

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