Formado nas categorias de base do próprio Paraná Clube e há dois anos como titular do time profissional, o zagueiro Milton do Ó já não interessava mais ao tricolor. Por isso, o clube resolveu reduzir o seu salário. ‘‘Não chegamos a um acordo porque ele estava fora dos nossos planos e, por isso, não podíamos pagar um salário muito alto’’, admite o dirigente tricolor, Ocimar Bolicenho.
Ele nega, no entanto, que esteja querendo prejudicar a carreira do atleta. Segundo Bolicenho, o Paraná tentou de todas as formas arrumar um clube para o zagueiro. ‘‘Recebemos várias propostas, mas nenhuma foi boa para o jogador e nem para o Paraná Clube. Até foi tentado mesmo uma troca com o Luizinho Vieira, do Atlético, mas também não chegamos a um acordo’’.
De acordo com Ocimar, seria burrice do Paraná querer prejudicar o atleta porque o próprio Paraná sairia prejudicado. ‘‘Se temos interesse em negociá-lo temos que fazer com que ele fique na vitrine e, para isso, ele tem que jogar’’.
Só que o dirigente confessa que a situação entre o zagueiro e clube ficou tão complicada que é praticamente impossível um acerto para que ele volte a vestir a camisa paranista.
Milton, que vem evitando entrevistas, não vê a hora do seu pesadelo terminar. Ansioso, espera chegar a segunda-feira para ouvir a sentença do magistrado. ‘‘O Milton quer tocar a vida dele para frente. Sua profissão é jogar futebol. Ele tem apenas 21 anos e um grande futuro pela frente. Estou confiante que o atleta vencerá a causa e poderá continuar sua carreira, longe do Paraná Clube’’, aposta Mafuz.
(Fernando Tupan e Ed Carlos Rocha)

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