Clube investe apenas no Social, diz ex-capitão
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quarta-feira, 20 de novembro de 2002
Lúcio Flávio Moura<BR>Reportagem Local 
O rebaixamento do Palmeiras é resultado de um política diretiva que priorizou os investimentos na área social do clube em detrimento do departamento de Futebol. A constatação é de Márcio Alcântara, zagueiro que usou por muitas vezes a braçadeira de capitão do Verdão, clube que defendeu de 1983 a 89.
''Estive recentemente na sede e percebi que a estrutura social está impecável'', justificou Alcântara, que participou das festividades de 60 anos do nome Sociedade Esportiva Palmeiras.
Para o ex-zagueiro, a administração Mustafá Contursi enfrentará forte oposição e certamente terá muitos problemas para conseguir a reeleição.
Alcântara disse que defendeu o clube em uma época difícil período do jejum de títulos iniciado em 1976 e encerrado em 93, mas que não se recorda de ter jogado sob a ameaça do rebaixamento. ''Não conquistávamos títulos, mas sempre estávamos chegando às finais'', defendeu-se. ''Com certeza, cada jogador ficará marcado por isso na história do clube''. Ele comparou o rebaixamento ao título da Libertadores de 1999 como dois fatos inversamente proporcionais em importância.
Além da falta de investimentos em contratações, ele faz coro com os críticos de Vanderlei Luxemburgo, que fez o ''expurgo'' do elenco antes de ir para o Cruzeiro. ''Ele tirou os jogadores de raça do elenco e acabou dividindo o grupo'', avalia.
O ex-jogador e técnico dos juniores do Londrina acredita, no entanto, que o Palmeiras ficará na Segundona apenas em 2003. ''O Palmeiras tem muita estrutura e deve subir sem problemas no primeiro ano'', aposta. ''Nem é bom pensar em virada de mesa. O Palmeiras na Série B servirá para moralizar o futebol brasileiro.''


