Clube implanta moralização das bilheterias dos jogos
Um dos braços da política de transparência que a nova administração está implantando, a moralização das bilheterias começa efetivamente a se tornar realidade. A primeira iniciativa, vigente já na partida com o Coritiba, no domingo passado, foi cortar as cortesias da própria diretoria do clube. ''Eu mesmo vou comprar o meu ingresso. O exemplo tem que começar da diretoria'', ponderou o advogado Marcelo Leal, vice-presidente geral do Londrina.
O pacote de medidas inclui ainda as chamadas ''carteiradas'', expediente usado com uma certa frequência por autoridade e alguns setores da imprensa. ''Isso acontecia quase sempre nos jogos. Aparecia uma determinada pessoa e dizia: sou fulano e quero entrar. Então, para impedir isso, estamos disciplinando a questão. Agora, quem da imprensa estiver a serviço, trabalhando, é só apresentar a carteirinha ou a credencial que irá entrar sem problemas'', esclareceu.
Outra questão polêmica foi mencionada pelo vice-presidente: o livre acesso de crianças menores de 12 anos. Como nesta idade a emissão da carteira de identidade é pouco usual, os pequenos torcedores acabavam entrando com o registro de nascimento, um documento sem fotografia. ''Por enquanto, as coisas continuam desta forma. Mas para a Série B, vamos criar um sistema que irá cadastrar estes torcedores mirins. Eles terão uma carteirinha que dará acesso aos jogos'', adiantou.
A diretoria contratou ainda uma empresa especializada em segurança para trabalhar ao lado dos bilheteiros do estádio. ''Além da segurança, vamos fiscalizar ainda a evasão de renda''. (G.G.)





