Enquanto luta contra a queda à Série A-2, o presidente Norio vai traçando planos para o futuro do Matsubara. O dirigente elabora um projeto para criar um empresa paralela ao clube que gerenciaria ações da Matsubara S/A, como prevê a Lei Pelé. ‘‘Se os clubes quiserem sobreviver terão que se organizar e se profissionalizar’’, afirma Norio, que ainda não tem prazo concluir o projeto.
A primeira saída para captar recursos financeiros foi uma parceria com o Fluminense (RJ). O Matsubara emprestou nove juniores para o clube carioca, dois deles tidos como craques em potencial. Casos do atacante Gil e do meia Leandro Quinhone que, segundo Norio, já estariam na mira do técnico Carlos Alberto Parreira para defender os profissionais do tricolor. ‘‘O Fluminense é uma grande vitrine, apesar de não estar numa boa fase, mas tem uma comissão técnica competente com o Parreira e o Moraci Santana (preparador físico).’’
Apesar do pouco apoio em Cambará, o Matsubara, por ora, continuará mandando seus jogos na cidade. Para Norio, a experiência de jogar em Londrina em 1995 e 1996 foi frustrante apenas pelo lado financeiro. ‘‘Em termos de marketing na mídia tivemos um retorno excepcional. Fizemos um alto investimento, trouxemos o Neto e chegamos ao terceiro lugar no campeonato. Só não contávamos com o baixo retorno em termos financeiro e de público. Mas acredito que, com uma base sólida financeiramente, isso (mudança de cidade) ainda pode ser feito.’’

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