Clube dos 13 questiona vazamento de informação
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quarta-feira, 29 de novembro de 2000
Agência Estado De Brasília 
Contratado para representar o Clube dos 13 nas CPIs que investigam irregularidades no futebol, o ex-ministro da Justiça e do Supremo Tribunal Federal (STF), Paulo Brossard, não agradou aos senadores com a sua tentativa de saber quem divulgou informações confidenciais sobre o valor dos contratos internacionais dos jogadores.
Brossard afirma no ofício que encaminhou ao presidente da comissão do Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR), que a quebra do sigilo constitui crime e sujeita os responsáveis à pena de reclusão de um a quatro anos.
O senador Maguito Vilela (PMDB-GO) viu a iniciativa do ex-ministro como sendo uma intimidação que não surtirá resultado. Os integrantes da CPI sabem o que fazem e não vai ser um advogado que vai intimidá-los, afirmou.
As informações que provocaram a reação de Brossard estão nos processos abertos pelo Banco Central por suspeitas de ilícito cambial. Álvaro Dias respondeu a ele que os dados não vazaram da CPI.
Paulo Brossard fez as seguintes indagações a Dias: se a quebra do sigilo se deu na esfera do Banco Central; se a quebra ocorreu no Congresso e se a CPI tomou providências no sentido de apurar o que ocorreu e de resguardar o leal e pontual cumprimento da lei. Pergunta ainda se, em caso afirmativo, quais foram as medidas adotadas e quando foram praticadas. Ele conclui seu requerimento dizendo que pensa estar contribuindo para o prestígio do Senado e da Comissão Parlamentar de Inquérito.


