Clube dos 13 questiona a realização da CPI
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quinta-feira, 26 de outubro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, afirmou após uma reunião em São Paulo com os associados que fazem parte da entidade que advogados serão contratados para avaliar se a realização de uma CPI para investigar as transações do futebol brasileiro é constitucional. Koff, que já foi juiz de direito, afirma não estar certo de que empresas privadas, como os clubes brasileiros, possam passar por uma comissão parlamentar como se fossem uma entidade pública. Para o presidente, as entidades do futebol já são fiscalizadas e, por isso, talvez não fosse necessária uma CPI.
Koff está preocupado com as consequências que uma investigação poderia ter para a imagem do futebol brasileiro, mesmo que os clubes não apresentem nada de irregular. O grande problema é que as pessoas que vão nos questionar em uma CPI possuem imunidade parlamentar e sequer podemos abrir um processo por danos morais.
O presidente do Cruzeiro, José Perrela, afirma temer que as investigações feitas pelo Senado e pela Câmara dos Deputados não passem de uma forma de promoção dos políticos. O dirigente afirma que os clubes são fiscalizados ecaberia aos órgãos de fiscalização apontar quem está em situação irregular e responder por isso na Justiça. Se o Banco Central e a Receita Federal têm todas as informações sobre as movimentações financeiras dos clubes, por que eles não chamam quem está em situação irregular diretamente?
Segundo Perrela, a principal proposta dos clubes para a próxima temporada é a criação de uma liga com uma Segunda Divisão e com direito a acesso e descenso. Segundo o dirigente do clube mineiro, toda a má fase do futebol brasileiro, incluindo a realização de CPIs, e a péssima campanha da seleção nas eliminatórias para a Copa de 2002 e na Olimpíada de Sydney estão contribuindo para o desinteresse do público.


