São Paulo, 05 (AE) - O que era para ser uma reunião onde se trataria fundamentalmente dos contratos de direitos de transmissão com a televisão, serviu para discutir o aumento do número de representantes do Clube dos 13, que são 16 e devem passar a ser 20. Liderados por Eurico Miranda, vice-presidente do Vasco, a assembléia, após discussões polêmicas, decidiu estudar os ingressos de Portuguesa, Guarani, Vitória e Atlético-PR ou Paraná. O objetivo, segundo Eurico, é aumentar o poder da entidade no futebol brasileiro.
Eurico chegou a dizer na reunião que o Clube dos 13 deveria ter até o fim do próximo ano pelo menos 30 integrantes, para poder controlar, além da Série A, as Séries B e C do Brasileiro. Cada clube, porém, teria o seu peso nas decisões. Os sócios-fundadores, por exemplo, seriam privilegiados. Durante a reunião, Eurico discutiu asperamente, com direito a troca de palavrões, com o representante do Bahia, Paulo Maracajá
que não aceita o "inchaço no Clube dos 13 e, principalmente, a inclusão do rival Vitória.
TVs - O impasse sobre a comercialização dos direitos de televisão, que provocou um racha no Clube dos 13, ficou para ser decidido num próximo encontro. Já está firmada uma sociedade com a TV Globo que, por meio da empresa ISL, vendeu os direitos de transmissão dos Campeonatos Brasileiro, Paulista, Carioca e da Copa do Brasil de 2000 para o exterior por US$ 5 milhões.
O Corinthians, porém, não assinou o documento. O Cruzeiro, que havia assinado, quer retirar seu apoio. "Não vejo motivo; pelo contrato anterior, com a ESPN/Internacional, estávamos ganhando apenas US$ 665 mil, disse Jayme Franco, diretor de Marketing do Clube dos 13. "Acho que todos acabarão concordando. Segundo Franco, a expectativa é atingir US$ 50 milhões pelos direitos num período de cinco anos. "Vamos atingir padrões encontrados na Espanha e na Itália, acrescentou.
Outra polêmica é a prorrogação por três anos do contrato de direitos do transmissão do Campeonato Brasileiro. A Globo e a direção do Clube dos 13 assinaram o novo compromisso, mas o Corinthians e outros também não concordaram. Além disso, a TV Bandeirantes, que, como a Globo, detém os direitos, alega não ter sido consultada sobre a prorrogação.

mockup