Clube dos 13 quer extinção do TJD
São Paulo, 05 (AE) - Se depender de vários presidentes de clubes do futebol brasileiro, o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) pode estar com o dias contados. Na realidade, a fim de evitar a chamada virada de mesa, o órgão que funciona na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, continuaria existindo, mas para decidir "apenas questões administrativas", afirma Mustafá Contursi, do Palmeiras. O TJD seria substituído por um comitê executivo, formado para cada competição, com atribuições semelhantes às exercidas hoje pelo viciado TJD. José Rolim, do Botafogo carioca
é contra a idéia.
"Participariam desse comitê representantes dos próprios clubes", explica o presidente do Clube dos Treze, Fábio Koff. Em seguida, para evitar o confronto com a CBF, Koff não questiona a "lisura" do TJD, mas para ele há um "desgaste" da entidade o fato de o órgão funcionar no próprio prédio da CBF. São muitas as críticas ao fato de o quadro de juízes do TJD ser formado por advogados cariocas, o que nem sempre pode garantir a sua isenção nos julgamentos.
Koff dá mais detalhes da idéia lançada por alguns representantes do Clube dos Treze: "Estabeleceríamos limites claros de competência para esse comitê de forma a que o assunto julgado se esgotasse nessa instância", diz Koff. A medida, embora não comentada pelo dirigente, sugere esvaziar ainda mais a ação do TJD, que poderia, eventualmente, funcionar com uma segunda instância do processo.
"Esses comitês executivos existem na Copa do Mundo, na Libertadores, por que não nas competições brasileiras?", lembra Contursi. "Tudo se resolveria de forma rápida, desde a definição do regulamento do campeonato até as penas nos casos disciplinares." De acordo com o presidente do Palmeiras, criaram no País "mais de 100 leis gerenciais para o futebol", mas ninguém se preocupou em seguir o modelo da Fifa para o julgamento das questões que hoje estão na alçada do TJD.
Atrasado em mais de uma hora para o encontro de hoje, José Rolim, presidente do Botafogo, clube maior beneficiado com a decisão do TJD de punir o São Paulo, mostrou-se contrário à revisão do modelo do órgão. "Não sei se os representantes dos clubes nesse comitê teriam formação jurídica, como possuem os que julgam no TJD, não acho que seria um bom caminho." Rolim comentou não se opôr a que haja integrantes de outros estados no TJD. "Não importa a origem, mas a sua biografia, a competência em julgar."Por Livio Oricchio --------------------------------------------------- ATTT: Esta retranca substitui a retranca "DIRIGENTES CALENDáRIO" ---------------------------------------------------





